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Acordo com a UE não chega para levantar o ânimo em Kiev

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Acordo com a UE não chega para levantar o ânimo em Kiev

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Em Kiev, a memória dos que caíram durante a revolução ainda está bem presente numa praça da Independência a precisar de muitas obras após meses transformada na trincheira dos que sonham com a União Europeia.

“Não ao ‘russismo’”, lê-se numa composição efémera no dia em que a Rússia anexou oficialmente a Crimeia e a Ucrânia assinou o acordo de parceria com a União Europeia.

Mas, para muitos ucranianos, a assinatura do acordo “não significa a vitória. A vitória tem de ser acompanhada por uma sensação de segurança, quando as fronteiras estão protegidas, quando as pessoas estão a salvo, seja na Crimeia, no Leste da Ucrânia ou no resto do país”, referiu a poeta e ativista Maria Dragina, uma das primeiras a chegar à praça Maidan no dia 21 de novembro, depois de, inesperadamente, o regime ucraniano ter voltado costas ao acordo de associação com a União Europeia.

Na organização não-governamental (ONG) Center UA, uma das principais na Ucrânia, Svitlana Zalishchuck afirma que “no momento atual, o governo não deve ser avaliado em função da sua capacidade para trazer a prosperidade e a reconciliação” porque tem de trabalhar entre a espada e a parede. “Há três fatores a ter em conta: o primeiro é a guerra com a Rússia; o segundo é a instabilidade nas várias regiões e o terceiro é a profunda crise económica”, explicou.

Um governo condenado a desaparecer, que será bem-sucedido se conseguir manter o que resta da unidade territorial da Ucrânia e lançar as bases para as reformas que podem trazer a economia ucraniana para o século XXI.