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Crimeia: Alemanha teme "divisão da Europa". Ucrânia pede gás à UE.

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Crimeia: Alemanha teme "divisão da Europa". Ucrânia pede gás à UE.

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A União Europeia expressa, em permanência, apoio as novas autoridades de Kiev, mas continua de mãos atadas no que diz respeito à capacidade de pressão sobre o Kremlin para contrariar a anexação da Crimeia à Federação Russa.

Na enésima visita à capital da Ucrânia desde o início da crise, em novembro, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha – país que também depende do gás russo – reiterou que “o referendo de domingo passado na Crimeia, a decisão da Federação Russa e, por último, a integração da Crimeia no território da Federação Russa, são acontecimentos que promovem o perigo de uma divisão da Europa”, segundo Frank-Walter Steinmeier.

Kiev receia o corte a qualquer momento do fornecimento de gás e de petróleo da Rússia, que representam mais de metade das necessidades de energia da Ucrânia, por isso, o primeiro-ministro interino, Arseni Iatseniuk considera que “a prioridade é a segurança energética” e que o país precisa de “fornecimentos de gás de estados-membros da União Europeia para garantir a segurança energética da Ucrânia”.

Na Crimeia, a noite foi de celebração pelo regresso à esfera do Kremlin. Do Canadá, chegou o aviso que a violação da integridade territorial da Ucrânia irá contribuir para uma corrida ao armamento no mundo.

“Putin forneceu uma justificação lógica àqueles que, noutras paragens, só precisavam de um pequeno empurrão – a juntar ao orgulho ou à dor que sentem – para se armarem até aos dentes”, declarou o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper.