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Israel mata mais 3 na "limpeza étnica" nos territórios palestinianos

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Israel mata mais 3 na "limpeza étnica" nos territórios palestinianos

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Noite sangrenta na Cisjordânia onde o exército israelita matou mais três palestinianos. Foi a incursão mais violenta do ‘Tsahal’ no campo de refugiados de Jenin nos últimos 12 anos.

O relator especial das Nações Unidas sobre os direitos humanos nos territórios palestinianos, um judeu, professor universitário nos Estados Unidos, afirmou esta semana que as políticas de Israel têm “características inaceitáveis de colonialismo, apartheid e limpeza étnica”, segundo Richard Falk.

Sobre a acusação de “limpeza étnica”, Falk disse que Israel tem feito um esforço sistemático para “alterar a composição étnica” de Jerusalém Oriental, a futura capital da Palestina, onde mais de 11.000 palestinianos perderam o direito de viver desde 1996. E este número “é apenas a ponta do icebergue porque muitos mais enfrentam possíveis objeções aos seus direitos de residência”, o que agravou o “calvário dessa prolongada ocupação”, referiu o relator da ONU, professor na universidade de Princeton.

Israel não respondeu imediatamente às acusações, mas, no passado, rejeitou veementemente a ideia de que está a perseguir os palestinianos.

O Estado hebreu lançou esta noite uma operação em Jenin para prender um jovem membro do braço armado do Hamas. O militante das Brigadas Ezzedine al-Qassam resistiu, recebeu o apoio armado de compatriotas e acabou abatido, tal como um membro da Jihad Islâmica e um civil palestiniano.

Os combates fizeram ainda mais 14 feridos numa altura em que as negociações de paz continuam paradas, a pouco mais de um mês de terminar o prazo acordado com os Estados Unidos para as duas partes definirem as bases para um acordo de paz, que continua a não passar de uma miragem.

O Hamas e a Jihad Islâmica denunciaram o raide israelita e voltaram baterias contra a Fatah, o movimento do Presidente Mahmoud Abbas, pela sua cooperação com Israel em matéria de segurança.

Segundo as autoridades palestinianas, 57 pessoas foram mortas e outras 900 feridas por Israel nos territórios desde que o processo de paz foi retomado em julho, sob égide dos Estados Unidos.