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Subida espetacular da extrema-direita nas autárquicas em França

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Subida espetacular da extrema-direita nas autárquicas em França

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A Frente Nacional está a ganhar a aposta nas eleições autárquicas em França. O partido de extrema-direita, dirigido por Marine Le Pen, conquistou mesmo a sua primeira câmara municipal desde 1995 e logo na primeira volta.

É “o fim da bipolarização da vida política”, declarou Le Pen, que está em boas condições para vencer no próximo domingo numa mão cheia de cidades e assumir-se como terceira força política em França.

Particularmente desgastada pela impopularidade do Presidente, o socialista François Hollande, a esquerda está a receber um cartão amarelo do eleitorado.

Jean-François Copé, líder da UMP, o maior partido da oposição, foi reeleito à primeira volta em Meaux, apelou aos eleitores da Frente Nacional para votarem UMP na segunda volta e considerou que estão reunidas “as condições para uma grande vitória” da direita.

De facto, segundo uma projeção do instituto BVA, a direita obteve 48% dos votos contra 43% para a esquerda, que tinha conquistado a maioria há seis anos. A Frente Nacional deverá ter obtido 7% dos sufrágios na primeira volta das eleições municipais em França.

A crise de popularidade do presidente e os escândalos no maior partido da direita devem beneficiar a Frente Nacional. A extrema-direita parece lançada para um resultado histórico.

A cidade das luzes, Paris, vai ser pela primeira vez dirigida por uma mulher. Natahalie Kosciusko-Morizet, ministra durante a presidência de Nicolas Sarkozy, tenta contrariar o favoritismo de Anne Hidalgo, a socialista de origem espanhola, que quer herdar o posto até agora ocupado pelo seu camarada de partido, Bertrand Delanoe.

Neste e no próximo domingo, cerca de 45 milhões de residentes em França são chamados a eleger os órgãos de poder local em mais de 36 500 localidades.