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Irá a Rússia "pagar um preço" pela anexação da Crimeia?

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Irá a Rússia "pagar um preço" pela anexação da Crimeia?

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À margem da III Cimeira sobre Segurança Nuclear, em Haia, os líderes do G7 debatem formas de fazer a Rússia pagar pela anexação da Crimeia.

Barack Obama, o Presidente norte-americano, disse esta segunda-feira, na Holanda, que os Estados Unidos e a Europa estão “unidos para que a Rússia pague um preço pelas ações que assumiu até hoje” na Ucrânia.

Os acontecimentos na Crimeia levaram Washington, que promoveu a Cimeira sobre Segurança Nuclear, a convidar os líderes dos sete países mais industrializados do mundo (G7) para um encontro à margem da reunião para debater a situação na Ucrânia e a eventual aplicação de mais sanções contra Moscovo.

Na cimeira sobre o nuclear, o secretário-geral das Nações Unidas advertiu que o fracasso da comunidade internacional em garantir a integridade territorial prometida à Ucrânia em troca do seu arsenal nuclear não deve servir de desculpa a outros para uma corrida ao armamento nuclear.

“No caso da Ucrânia, a garantia da segurança (territorial) era uma condição essencial para o seu acesso ao tratado de não-proliferação, declarou Ban Ki-moon, acrescentando que “a credibilidade das garantias dadas à Ucrânia (…) foi seriamente minada pelos acontecimentos recentes”.

“As implicações são profundas, tanto para a segurança regional como para a integridade do regime de não-proliferação”, avisou Ban Ki-moon.

Em 1994, após a independência, a Ucrânia abdicou das armas nucleares em troca de uma garantia sobre a sua integridade territorial que foi assegurada, nomeadamente, pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido.

Segundo o enviado da euronews a Haia, James Franey, “Obama e os seus parceiros têm de encontrar um equilíbrio complicado. Por um lado, querem que os canais diplomáticos continuem abertos, na esperança de conseguirem convencer o Presidente russo, Vladimir Putin a aliviar o seu controlo na Crimeia. Por outro lado, Washington quer medidas mais fortes (nomeadamente da Europa) para isolar politicamente a Rússia, na esperança de prevenir novas incursões na Ucrânia”.