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Kiev e Moscovo iniciam diálogo direto sobre a crise na Ucrânia

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Kiev e Moscovo iniciam diálogo direto sobre a crise na Ucrânia

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Para lançar o diálogo direto sobre a crise na antiga república soviética, o ministro interino dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia reuniu esta segunda-feira com o seu homólogo russo, à margem da Cimeira sobre Segurança Nuclear que decorre em Haia.

Andri Deshchitsia pediu ao Kremlin para “não agravar a situação na Ucrânia” e expressou a “disponibilidade” de Kiev “para iniciar negociações com a Rússia”.

Trata-se do contacto diplomático direto ao mais alto nível entre os dois países desde o início da crise na Ucrânia.

O Kremlin está convicto da impossibilidade de ser seriamente penalizado pela anexação da Crimeia e o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, avisa mesmo para “necessidade de respeitar, na sua totalidade, os resultados do referendo na Crimeia”, recordando o que aconteceu no Kosovo:

“Quando os nossos parceiros comparam a Crimeia ao Kosovo, devem refletir: Correu muito sangue antes do reconhecimento da independência do Kosovo. Eu também tenho uma questão: Será necessário um banho de sangue na Crimeia para que todos se ponham de acordo sobre que o povo da Crimeia também tem direito à autodeterminação?”

Entretanto, na Duma, o Parlamento de Moscovo, as bandeiras da Crimeia e de Sebastopol foram esta segunda-feira colocadas junto das outras que pertencem à Federação Russa, que conta agora com 85 membros.

Nas páginas oficiais da Presidência e do Conselho da Federação Russa, na internet (kremlin.ru e council.gov.ru), os mapas incluem já a “República da Crimeia” e a cidade de Sebastopol como parte da grande Rússia.