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Rússia visa invasão de outros territórios

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Rússia visa invasão de outros territórios

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Depois da Crimeia, a Rússia pode estar a preparar-se para ocupar outras regiões no Leste da Ucrânia e mesmo a Transnístria, uma pequena república separatista da Moldova.

O comandante supremo da NATO na Europa, o general Philip Breedlov alertou que “a dimensão das forças russas na fronteira com a Ucrânia deixa perceber que a Crimeia poderá não ser a única região debaixo do radar de Vladimir Putin. Há força absolutamente suficiente posicionadas na fronteira oriental da Ucrânia para invadir a Transnístria se a decisão tomada for nesse sentido. E isso é muito preocupante.”

A Transnístria declarou a independência da Moldova em 1990, mas esse estatuto não é reconhecido por nenhum Estado-membro das Nações Unidas. É considerada pela Moldova um território autónomo com estatuto legal especial, mas está sob a influência da Rússia, que tem no território um forte contingente militar.

Presidente romeno Traian Basescu apressa a União Europeia a marcar uma data exata para efetivar a adesão moldava ao bloco.

Basescu mostrou-se apreensivo com a situação atual na região independentista da Transnístria, que oficialmente faz parte da Moldávia, mas que declarou sua independência unilateralmente em 1990 com a ajuda de contingentes russos e cossacos.

A região é habitada por 200 mil russos e conta com um contingente aquartelado de 1.500 efetivos militares da Rússia.

O primeiro-ministro britânico declara que vão ajudar os países em causa a defenderem-se: “ o que é importante é que nós enviamos uma mensagem muito clara aos nossos parceiros da NATO e aliados e acredito na NATO e na sua segurança. É por isso que , por exemplo, estamos a ajudar alguns dos países bálticos com a sua defesa e suas necessidades. isso é o que devemos fazer e é isso que estamos muito empenhados em fazer . “

Na Letónia – um dos Estados bálticos com uma minoria russa os habitantes da cidade de Daugavpils, onde há ainda 51% de russos ja pensam na situação: “Eu não acho que vamos pedir ajuda a Putin. Vivemos uma vida normal”

Em resposta às preocupações da NATO e dos Estados Unidos, o vice-ministro da Defesa russo afirmou que as movimentações ao longo da fronteira com a Ucrânia estão em conformidade com os acordos internacionais.