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"Aprendam com Suárez": O recado de Espanha no adeus ao político da transição para a democracia

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"Aprendam com Suárez": O recado de Espanha no adeus ao político da transição para a democracia

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A Espanha despediu-se esta terça-feira de Adolfo Suárez, o homem-chave da transição da ditadura para a democracia no final dos anos 70 do século passado.

“Aprendam com Suárez”, um recado para os políticos de hoje, que foi repetidamente entoado, entre aplausos, por muitos dos que quiseram prestar uma última homenagem ao político “que tornou possível a democracia”, que “abriu as portas da Europa” à Espanha, segundo Mariano Rajoy, o atual chefe do governo.

“Viva Suárez”, “O melhor presidente (chefe de governo) de Espanha”, foram outras das frases proclamadas pela multidão que desceu às ruas de Madrid e não esquece o papel fundamental de Suárez na passagem para a democracia.

Nomeado pelo rei Juan Carlos, após a morte de Franco, Adolfo Suárez conseguiu, sem roturas, desmantelar o franquismo. Legalizou partidos e sindicatos, libertou presos políticos, organizou o regressou dos líderes comunistas exilados, venceu as primeiras eleições democráticas e, já depois de se ter demitido, permaneceu sereno e sentado, quando os militares irromperam pelo Congresso gritando “todos no chão”, na tentativa de golpe de Estado, no dia 23 de fevereiro de 1981.

Milhares de pessoas concentraram-se, esta terça-feira junto ao Congresso dos deputados e ao longo do cortejo fúnebre, com honras de Estado, pelas principais artérias de Madrid. Adolfo Suárez faleceu no passado domingo, aos 81 anos. Foi a enterrar em Ávila, onde viveu e deu os primeiros passos na política.