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Quénia implementa técnicas de processamento de e-lixo


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Quénia implementa técnicas de processamento de e-lixo

O lixo eletrónico, ou e-lixo, cresce no mundo três vezes mais que o lixo convencional, segundo a Organização das Nações Unidas. Na África, a gestão dos produtos químicos permanece muito problemática, resultando fequentemente em intoxicações, mortes e grave contaminação ambiental em grande escala.

Entretanto, a maior parte desses resíduos não tem ainda uma destinação adequada, constituindo um sério risco para o meio ambiente e a saúde. Espera-se que as nações em desenvolvimento se tornem rapidamente, num futuro próximo, nas maiores produtoras de resíduos eletrónicos.

Nesta lista está Kibera, nos arredores de Nairóbi. Kibela é a maior favela de África, com mais de um milhão de habitantes (há quem contabilize uma população de dois milhões e meio), a maior parte com recursos abaixo do salário mínimo.

Leonard Ngatia encontrou uma forma de garantir a sobrevivência: recolhe lixo electrónico de lojas de reparações. Nos melhores dias, uma boa porção de peças de velhos computadores pode render-lhe cerca de 35 euros.

“Em vez deste lixo ser desperdiçado, recolhemo-lo, pagamos por atacado e depois procuramos fazer mais dinheiro. Tem corrido bem. O dinheiro que fazemos num dia ajuda – não fazemos dinheiro todos os dias, mas conseguimos assim pagar a renda e comprar o essencial, não me posso queixar.”

O peso do lixo eletrónico deitado fora anualmente em todo o mundo era, em 2012, cerca de 49 milhões e em 2017 atingirá mais de 65 milhões de toneladas. Parte do lixo de países ricos vai para países em desenvolvimento, onde muitas pessoas desmontam este lixo eletrónico em condições nefastas, a ganhar muito pouco. No Quénia está a ser feita a ligação entre a recolha, a reciclagem e a exportação, ajudando assim a população pobre a ganhar dinheiro.

Segundo Charles Kuria, diretor na HP East Africa, “Precisamos de educar a população, pois o chamado lixo eletrónico é atualmente um recurso, quando é recliclado da forma correta”.

O lixo eletrónico contém quantidades interessantes de ouro, prata, paládio e cobre. Mas tem de ser reciclado corretamente, obedecendo a processos adequados de tratamento final, para evitar perigos.
As substâncias perigosas devem ser retiradas, armazenadas ou tratadas segundo métodos seguros, enquanto os componentes valiosos devem ser encaminhados para processos de recuperação.

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