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Ucrânia: Polícia mata líder ultranacionalista. 'Pravy Sektor' exige demissão do ministro do Interior

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Ucrânia: Polícia mata líder ultranacionalista. 'Pravy Sektor' exige demissão do ministro do Interior

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A polícia ucraniana abateu, esta terça-feira, um líder da extrema-direita ultranacionalista durante uma operação para o capturar na cidade de Rivne, cerca de 200 km a nordeste de Lviv, na região ocidental da Ucrânia.

Conhecido pelo pseudónimo “Sashko Bilyi”, Oleksandr Muzytchko era um dos líderes do ‘Pravy Sektor’, o Setor Direita, que agora pede a cabeça do ministro da Administração Interna:

“Não podemos ficar em silêncio enquanto o ministro do Interior está a agir contra a revolução. É por isso que pedimos a demissão imediata do ministro Arsen Avakov. Também exigimos que o comandante das ‘Sokil’, as forças especiais da polícia e todos os responsáveis pelo assassinato sejam presos”, afirmou o líder do recém-formado partido ‘Pravy Sektor’.

As autoridades de Kiev afirmam que o líder da extrema-direita abriu fogo sobre a polícia que acabou por abate-lo. O ‘Pravy Sektor’ fala em assassinato:

“Se estavam presentes dezenas de polícias das forças especiais, acho que o poderiam ter capturado vivo e depois explicar quais foram os crimes que cometeu e de que grupo criminoso era membro. Mas parece que o feriram, prenderam e depois lhe deram um tiro no coração”, afirmou Ihor Mazur, membro do Setor Direita.

O tiroteio ocorreu segunda-feira à noite num café. Muzytchko era procurado por associação criminosa. O governo provisório de Kiev deixou um aviso:

“Chamo bandidos, a todos os que se disfarçam no meio do ‘Pravy Sektor’, do ‘Batkivschina’ ou do ‘Samooborona’. Os verdadeiros patriotas estão a defender as fronteiras da Ucrânia, não andam a assaltar empresas e a ocupar casas, como os bandidos, particularmente os que andam com espingardas não registadas”, afirmou o ministro interino do Interior, Arsen Avakov.

Na operação que acabou com a morte de Muzytchko, três alegados cúmplices deste líder ultranacionalista foram detidos e enviados para Kiev onde irão responder a acusações de banditismo.