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Iulia Timochenko mantém discurso de confronto

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Iulia Timochenko mantém discurso de confronto

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Iulia Timochenko está determinada a candidatar-se à presidência da Ucrânia nas eleições de 25 de maio.
Depois de Vitali Klitcho ter renunciado à corrida para apoiar a candidatura de Petro Porochenko, a ex-primeira-ministra informou que não está disposta a fazer o mesmo.

Timochenko chefiou por duas vezes o governo da Ucrânia, tendo perdido as presidenciais de 2010 a favor de Viktor Ianukovitch.

Dirigindo-se este sábado aos seus apoiantes em Kiev, onde reúne o congresso do seu partido (Pátria), Timochenko voltou a usar uma linguagem de confronto:
“Putin queria punir os ucranianos, porque queríamos ser livres de escolher a Europa, pela nossa capacidade de combate.
A nossa resposta na Crimeia não foi suficientemente forte. Se me escolhessem e me dessem a presidência, nunca deixaria o agressor conquistar nem um centímetro do solo ucraniano sem lutar.”

Esta estratégia de Iulia Timochenko pode não ser, porém, suficiente para lhe assegurar uma vitória, pois apesar de contar com a simpatia dos ucranianos pelo período que passou na prisão, muitos receiam a sua forma de fazer política.

Entre os parceiros ocidentais, este discurso de força está também a causar incómodo. O teor da conversa telefónica em que alegadamente disse estar “pronta a pegar numa kalashnikov para dar um tiro na cabeça” do presidente russo, foi criticado por Angela Merkel como passando as marcas.

Timochenko chefiou por duas vezes o governo da Ucrânia, tendo perdido as presidenciais de 2010 a favor de Viktor Ianukovitch.