Última hora

Última hora

Mais de 100 mil protestam em Taiwan contra acordo com a China

Em leitura:

Mais de 100 mil protestam em Taiwan contra acordo com a China

Tamanho do texto Aa Aa

Mais de 100 mil pessoas encheram as ruas de Taipei, a capital da República da China, a ilha asiática anteriormente denominada Formosa e que agora é mais conhecida como Taiwan. O motivo da massiva mobilização: mais um protesto contra o acordo comercial que este pequeno país assinou em junho passado com a China e que estará prestes a aprovar pelo parlamento.

Apesar dos alegados benefícios económicos que o acordo poderá trazer ao país, os manifestantes – muitos deles, estudantes – receiam que os pequenos comerciantes e, por arrasto, o emprego em Taiwan seja afetado pela negativa, para além de que alegam que a própria economia de Taiwan não tenha sido protegida e acabe demasiado dependente da China.

A perda de autonomia é, aliás, o receio de Jefferey, um manifestante de 65 anos antiacordo comercial com a China. “As faixas que usamos na cabeça dizem: ‘Protejam a democracia, cancelem o acordo comercial’. O que nós prezamos mais é que Taiwan é um país democrático, mas essa democracia parece estar a ser destruída.”

Mais jovem, Fang Wei-Li, de 21 anos, não está totalmente contra a aproximação de Taiwan à China, mas exige melhores condições: “Parece-me que haveria uma forma mais vantajosa de se assinar este pacto. Tem de haver uma melhor e mais apropriada forma de se chegar a um acordo comercial entre dois países.”

Com o apoio do setor empresarial de maior volume na ilha, o Presidente de Taiwan, Ma Ying-jeou, insiste que o acordo assinado com a China garante importantes benefícios económicos ao país, nomeadamente ao nível dos serviços. Boa parte da população não concorda e tem vindo, recorrentemente, a pressionar o governo – há duas semanas estudantes invadiram o parlamento e só abandonaram o local perante a promessa de serem recebidos pelo Chefe de Estado e reverem em conjunto o acordo com a China.

O pacto comercial, embora assinado há cerca de nove meses entre ambos os países, tem ainda de ser aprovado pelo parlamento de Taiwan e a esperança dos manifestantes (simbolizada pela imagem de um girassol) é que os deputados chumbem o negócio, o qual o partido no poder, o Kuomintang (Partido Nacionalista Chinês), está determinado em aprovar.