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Síria: Jornalistas espanhóis raptados já estão com a família

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Síria: Jornalistas espanhóis raptados já estão com a família

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Já estão em Madrid os dois jornalistas espanhóis que foram sequestrados em setembro na Síria. Depois de 194 dias reféns do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), que tem reconhecidas ligações à Al Qaida, o correspondente do El Mundo no Médio Oriente, Javier Espinosa, e o fotógrafo independente Ricardo Garcia Vilanova foram libertados sábado, na Turquia, juntaram-se este domingo à família.

Os dois jornalistas aterraram pela tarde na base aérea de Torrejón de Ardoz, em Madrid, a bordo de um Falcon 900, da Força Aérea espanhola. À espera de ambos estavam os familiares mais próximos: a mulher de Javier Espinosa com os dois filhos do casal, os pais do jornalista e outros parentes; e os pais de Ricardo García Vilanova. Todos de sorriso rasgado de felicidade pelo regresso dos dois jornalistas.

Um dos colegas de Espinosa, o subdiretor do El Mundo, Agustín Pery, disse ter reencontrado “um Javier na sua forma de estar mais pura: completamente calmo”. “Ao mesmo tempo, alguns de nós aplaudíamos, chorávamos e gritávamos vivas”, acrescentou este responsável do jornal espanhol.

A direção do El Mundo andou, aliás, numa roda-viva este domingo para preparar uma edição especial para segunda-feira com o regresso a casa dos dois jornalistas. É de esperar com naturalidade que ambos sejam o tema de capa. Incluída estará, certamente, a versão de Casimiro García-Abadillo, o diretor do El Mundo, que foi peça-chave no resgate dos dois jornalistas ao EIIL. “Deram-nos uma prova de vida, uma prova de que estavam vivos. A partir daí, as negociações focaram-se em demonstrar àquele grupo que o Javier e o Ricardo não eram espiões, mas sim jornalistas apenas a fazer reportagem”, contou o responsável máximo do “periódico.”

O sequestro dos dois jornalistas espanhóis acabou bem. Mas são vários e frequentes os casos de sequestros na Síria. Há três anos que o país está envolto num violento conflito entre forças fiéis ao Presidente Bashar al Assad e vários grupos rebeldes.

Só no último sábado morreram pelo menos 62 pessoas vítimas de confrontos entre fações rebeldes em diferentes localidades da província de Al Hasaka, revelou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, organização que estima quase 150 mil mortos desde que estalou a revolta contra o regime de Bashar al Assad em março de 2011.