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Hollande sob pressão para reagir a derrota nas municipais

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Hollande sob pressão para reagir a derrota nas municipais

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França aguarda a resposta de François Hollande à pesada derrota dos socialistas nas eleições municipais deste domingo.

Refletindo a impopularidade recordista do presidente e do governo, o PS perdeu pelo menos 155 cidades, algumas sob o controlo da esquerda há mais de 100 anos.

A desilusão com a política francesa também foi refletida na elevada abstenção.

O politólogo Dominique Moisi, do Instituto Francês de Relações Internacionais, diz que “quem perdeu, foi a democracia. Quase 40 por cento dos cidadãos franceses escolheram a abstenção, que obteve o valor mais elevado em eleições locais na história da Quinta República”.

A oposição de direita colheu os frutos: a União para um Movimento Popular, do anterior presidente Nicolas Sarkozy, pode recuperar grande parte das perdas do escrutínio de 2008.

A Frente Nacional celebrou “uma nova etapa” na história do partido de extrema-direita, ao conquistar 11 municípios.

Questionada sobre uma eventual mudança de rumo no governo, a líder da formação Marine Le Pen, diz que não acredita nisso porque “não é Hollande quem decide, tal como não era Sarkozy. É Bruxelas que estabelece o plano de ação e impõe uma política de austeridade a todo o custo, como na Grécia, em Espanha ou na Itália”.

Contados os boletins de voto, todas as atenções se viram agora para o Palácio do Eliseu. A dois meses de eleições europeias, muitos acreditam que Hollande não terá outra escolha que anunciar uma remodelação governamental.