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Salvamento dramático em plena corrida mundial de iates

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Salvamento dramático em plena corrida mundial de iates

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A corrida mundial de iates, cujo nome original é “Clipper Around the World” e que junta tripulações amadoras a “skippers” profissionais, teve esta segunda-feira um episódio dramático. No decurso da décima etapa, que liga Qingdao, na China, a São Francisco, nos Estados Unidos, numa distância de quase seis mil milhas náuticas, um dos concorrentes caiu ao mar e esteve desaparecido mais de uma hora, correndo perigo de vida nas agitadas águas do oceano Pacífico.

Andrew Taylor, de 46 anos, era um dos tripulantes do iate britânico Derry-Londonderry-Doire. A meio da etapa mais longa da prova, em pleno Pacífico norte e com condições muito adversas incluindo ventos na ordem dos 35 nós, o britânico trabalhava na mudança de uma vela do barco quando caiu ao mar.

Os colegas de equipa deixaram de o ver entre as agitadas ondas durante pouco mais de uma hora. Quando localizaram o colega, demoraram poucos minutos a resgata-lo para dentro do barco. Ao todo, Andrew terá estado na água cerca de uma hora e quarenta minutos e estava já a sofrer de hipotermia.

Os treinos de preparação da equipa para a prova, a experiência de sete meses no mar, o colete salva-vidas e o localizador pessoal foram essenciais. Assim como a pronta reação do “skipper” Sean McCarter, de 32 anos, de parar o Derry-Londonderry-Doire, voltar à zona da queda ao mar de Andrew e colocar toda a equipa a executar os procedimentos de resgate.

O presidente da “Clipper Around the World” aproveitou o incidente para deixar um aviso aos restantes concorrentes no site oficial da competição de “dois pontos básicos”. “Fechem sempre [o colete salva-vidas] e certifiquem-se de que está bem fechado puxando-o para se certificarem de que está bem preso antes de afastarem demasiado. A vida humana é demasiado preciosa para ser desperdiçada por um simples momento de esquecimento”, afirmou Sir Robin Knox-Johnston, concluindo: “Naveguem em segurança e mantenham-se a bordo.”

Andrew Taylor, entretanto, está a recuperar bem e, ao que parece, a sua grande preocupação era a eventualidade de ser retirado da competição após este acidente. “Disse-lhe para não se preocupar porque nem sequer havia sítio algum onde o deixarmos”, brincou o “skipper” Sean McCarter, revelando que Andrew estava “a receber medicação e sob os cuidados da paramédica da tripulação, Susie Redhouse, que vai continuar a monitorizar a evolução dele.”

Este foi o quarto e o mais dramático incidente do género nos 18 anos de história desta corrida de veleiros à volta do Mundo. Nas outras três ocorrências registadas, os tripulantes que caíram ao mar foram resgatados em poucos minutos.

A etapa no Pacífico é a mais longa das 16 que compõem esta que é a mais longa corrida do mundo em mar aberto, percorrendo cerca de 40 mil milhas náuticas pelos vários oceanos.