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Exposição de grau 7, escola de Richter

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Exposição de grau 7, escola de Richter

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Hans Richter, que fundou o movimento dada em 1916, como resposta à brutalidade da Primeira Guerra Mundial, é um dos artistas mais influentes da era moderna. Acreditava que era possível fazer política com a arte, porque tudo o que intervém no processo de transformação da vida é política.

Esta exposição em Berlim, cidade natal do artista, percorre toda a carreira de Richter: “O que o diferencia dos outros artistas é que ele não se sente satisfeito com nenhum estilo em particular. Gosta de correr riscos e não se preocupa com as consequências”, diz o comissário da exposição, Timothy Benson.

Richter fez vários filmes experimentais, em colaboração com Man Ray, Jean Cocteau and Marcel Duchamp – mas os trabalhos acabaram catalogados pelos nazis como “arte degenerada”. Na altura da II Guerra mundial, já se tinha exilado nos Estados Unidos. Mudou-se mais tarde para a Suíça, onde morreu em 1976 com 87 anos.

A exposição em Berlim é como um regresso a casa: “Ele fez muito aqui. Não só nasceu aqui, como criou raízes. Fez filmes, os primeiros filmes abstratos, aqui, nos arredores de Berlim. Mesmo quando estava já a ser perseguido pelos nazis, em 1932, passou brevemente por aqui. Muito do que Richter representa tem a ver com Berlim, por isso este é um regresso a casa”, diz Benson.

A exposição é uma iniciativa conjunta do Museu de Arte de Los Angeles, do Museu Martin Gropius Bau, em Berlim, e do polo de Metz do Centro Pompidou, em França. Pode ser vista até ao mês de junho.