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Ianukovitch: ordem para matar

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Ianukovitch: ordem para matar

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Os manifestantes mortos na praça da Independência, em Kiev, entre os dias 18 e 20 de fevereiro foram abatidos a tiro por ordem de Viktor Ianukovitch.

Esta é uma das primeiras conclusões do inquérito em curso que aponta, ainda, para o envolvimento de agentes secretos russos na operação que provocou 78 mortos.

De acordo com as últimas informações, o ataque foi planeado e executado com o objetivo de silenciar os manifestantes.

“A operação foi planeada e identificada como antiterrorista, mas foi dada ordem para abrir fogo sobre os manifestantes por parte do presidente, Viktor Ianukovitch” refere o responsável dos serviços de segurança ucranianos, Valentyn Nalyvaychenko.

O chefe de Estado deposto nega as acusações. A Rússia desmente qualquer envolvimento no massacre e aponta o dedo às forças ultranacionalistas ucranianas.

A vaga de contestação começou em novembro. A violência fez subir o tom dos protestos e as ruas de Kiev transformaram-se em autênticos campos de batalha. O braço-de-ferro terminou com mais de uma centena de mortos, milhares de feridos e a queda de Viktor Ianukovitch.

As eleições presidenciais estão agendadas para 25 de maio.