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Eleições afegãs ameaçadas pela violência

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Eleições afegãs ameaçadas pela violência

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Os afegãos vão às urnas, este sábado, nas terceiras eleições presidenciais, desde a queda do regime taliban.

A fraude generalizada marcou os anteriores escrutínios. Em 2009, foram anulados mais de um milhão de votos. Não há garantias que, desta vez, seja difirente.

Os candidatos já expressaram as suas preocupações sobre aquilo que designam como uma “traição de escala industrial”.

A Constituição impede Hamid Karzai de concorrer novamente,

Mas ele tornou claro que não pretende desaparecer da linha da frente.Propõe-se desempenhar um papael de “embaixador itinerante”, para ajudar a concluir o programa de reformas.

Dos candidatos em presença, ele prefere Zalmai Rassoul, um antigo ministro dos Negócios Estrangeiros.

As sondagens não o apontam como favorito, mas o apoio do presidente, nos últimos dias, pode fazer reverter a situação. Na corrida, estão ainda os também ex-ministros, Abdullah Abdullah e Ashraf Ghani Ahmadzi.

Nenhum deve obter os 50 por cento, o que vai adiar a decisão.

Os talibans prometeram perturbar as eleições, com violência, sem distinguir estrangeiros de afegãos.

Nos últimos dias, houve dois ataques à Comissão Eleitoral Independente. Apesar da escalada de violência, muitos afegãos estão determinados a tomar parte numa votação que consideram histórica.

“Estou confiante nas capacidades das forças de segurança afegãs. Eles são capazes de garantir a segurança. Toda a gente deve votar no seu candidato favorito”, diz um comerciante de Cabul.

Pelo contrário, peritos militares, como Javid Kohistani, dizem que a ajuda internacional é indispensável, para garantir a segunrança do ato eleitoral:

“Se o acordo bilateral de segurança não for assinado com os Estados Unidos, então não haverá opções e a ajuda internacional será interrompida. As forças afegãs não têm capacidade e não podemos ficar sem o apoio de tropas estrangeiras, contra esses terroristas e as ameaças dos fundamentalistas.”

As eleições não são apenas para escolher um novo líder . A segurança, o desenvolvimento económico e a estabilidade também estão em jogo.

Tropas estrangeiras, que têm desempenhado um papel importante na manutenção da ordem, desde a queda dos Talibans, em 2001,devem sair, no final do ano.

E as forças de segurança afegãs ainda têm muito para aprender.