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Escassez de água num Afeganistão marcado pela violência

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Escassez de água num Afeganistão marcado pela violência

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Numa altura em que se dá mais um passo na transição pacífica do poder no Afeganistão, depois de anos de guerras e violência, muito afegãos sofrem sérias dificuldades no dia-a-dia.

De acordo com a ONU, 42% da população vive abaixo do limiar da pobreza. A eleição de um novo presidente, este fim de semana, é uma oportunidade de mudança.

“As pessoas estão a sofrer e por isso devem eleger um presidente que tenha bom caráter, inteligente, que não tenha estado envolvido em roubos e que não tenha perturbado o povo. Alguém que de facto sirva o povo”, diz um cidadão da capital, Cabul.

No país, há uma franja da população mais abastada – elites e estrangeiros – que usufrui de melhores condições de vida, mas a escassez de água é um grave problema. Nas áreas rurais, apenas 42% das pessoas tem acesso a água potável. Mas há quem por vezes não tenha nada, como por exemplo nos arredores montanhosos da capital Cabul.

“O principal problema é mesmo a falta de água. Eles não têm água suficiente. Quanto temos água para um dia, não temos para todo o mês seguinte”, afirma uma pessoa.

Para lá da escassez de água, há também falta de eletricidade. Mas água é um bem fundamental para a vida.