Última hora

Última hora

Israel e Palestina estão (ainda mais) longe da paz

Em leitura:

Israel e Palestina estão (ainda mais) longe da paz

Tamanho do texto Aa Aa

Um “jardim infantil”: É como a chefe da oposição israelita, a trabalhista Yitzhak Herzog, classifica o comportamento do governo israelita e dos palestinianos que voltaram, esta quinta-feira, a trocar acusações que estão a minar ainda mais o já frágil processo de paz.

Israel decidiu cancelar a libertação de um último grupo de prisioneiros palestinianos que tinha sido acordada em julho.

Em Hebron, a notícia não foi recebida com surpresa. Segundo um residente, “Israel está sempre a tentar escapar à luta pela paz que lhe tentam impor” e o cancelamento da libertação é só mais um exemplo disso.

Telavive justificou o cancelamento pelo facto de a Palestina ter feito na terça-feira pedidos de adesão a mais 15 acordos e tratados internacionais, algo que os palestinianos se tinham comprometido a não fazer à luz do entendimento de julho para relançar as negociações de paz.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel desvalorizou a iniciativa palestiniana, afirmando que “não há motivo para alarme”.

A Palestina justificou a decisão de pedir a adesão com o facto de Israel ter adiado a libertação dos prisioneiros, uma libertação que o Estado hebreu acabou por anular.

Depois de ter passado por Israel no início da semana, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry considerou, em Argel, que um fracasso das condições para prosseguir o diálogo seria “uma tragédia para ambas as partes”.