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Afeganistão: três favoritos disputam a presidência

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Afeganistão: três favoritos disputam a presidência

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Os afegãos são chamados este sábado às urnas para escolher, entre oito candidatos, o sucessor de Hamid Karzai. Estas eleições são consideradas a primeira transição democrática na história do Afeganistão.

Votar, significa muitas vezes arriscar a vida – consciente disto, Hamid Karzai tem reiterado o apelo ao voto. Voltou a fazê-lo depois de votar:
“Quero apelar aqui mais uma vez para que o povo do Afeganistão saia de casa e venha votar no candidato que escolher, apesar do frio e da chuva e das ameaças dos nossos inimigos.”

Zalmai Rassoul, médico pessoal do último rei afegão, até há pouco tempo conselheiro para a segurança nacional de Karzai, conta com o apoio do atual presidente.

Outro dos três favoritos, é Ashraf Ghani, ex-ministro das Finanças, que trabalhou no Banco Mundial antes de regressar ao Afeganistão.

Derrotado nas últimas presidenciais, Abullah Abdullah, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, candidata-se mais uma vez.

Num país onde não há um registo eleitoral nem um censo da população, a braços com a corrupção e a debilidade das instituições,ninguém já espera que estas presidenciais não sejam manipuladas – apenas que o resultado seja aceite pelas principais etnias afegãs e não afaste os apoios internacionais.

Com as tropas da NATO de partida, o futuro do Afeganistão vai, em grande parte, depender destas presidenciais.
Os resultados serão conhecidos no dia 24 de abril. Uma eventual segunda volta teria lugar dia 28 de maio e, neste caso, os resultados seriam conhecidos no outono.

Kabul e Washington podem não ter tempo para concluir um acordo de segurança que mantenha no Afeganistão cerca de 10 mil soldados norte-americanos após 2014, com a saída das últimas tropas da NATO.
Um acordo que tem a oposição de Karzai, mas que cada um dos favoritos destas presidenciais se disse já disposto a assinar. Sem ele, os soldados afegãos ficarão sozinhos face às forças talibãs.