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Niedringhaus: Retratos de humanidade no meio da morte e da agonia

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Niedringhaus: Retratos de humanidade no meio da morte e da agonia

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A laureada fotojornalista alemã, Anja Niedringhaus, foi esta sexta-feira abatida a tiro por um comandante da polícia afegã que ainda feriu outra jornalista antes de se entregar aos colegas.

A canadiana Kathy Gannon ficou gravemente ferida enquanto Niedringhaus não resistiu aos disparos do agente da autoridade que se aproximou do carro onde seguiam e gritou “Allahu Akbar” (Deus é grande) antes de abrir fogo.

As jornalistas da agência Associated Press estavam a cobrir os preparativos para as eleições presidenciais deste sábado no Afeganistão.

Galardoada com o prémio Pulitzer, em 2005, pela cobertura da guerra do Iraque, Niedringhaus nunca teve, nem quis ter, uma fotografia favorita: “Todos os dias é uma diferente”, costumava afirmar.

A morte encontrou-a aos 48 anos, na região de Tanai, no leste do Afeganistão. Para a história ficam as suas imagens impregnadas de humanidade, captadas nos cenários de guerra mais dramáticos dos últimos 25 anos no mundo.