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Cohn-Bendit: Ícone do Maio de 68 diz adeus ao Parlamento Europeu

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Cohn-Bendit: Ícone do Maio de 68 diz adeus ao Parlamento Europeu

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Define-se cada vez mais como “cidadão europeu”, agora que termina um ciclo de 20 anos no Parlamento de Estrasburgo e Bruxelas. Filho de refugiados judeus alemães, Daniel Cohn-Bendit nasceu em França, em 1945, 10 meses depois do desembarque na Normandia (dia D). Afirma que optou pela nacionalidade alemã para fugir ao “serviço militar” em França, país epicentro da sua carreira política.

“Precisamos de uma Europa federal. Precisamos de mais Europa, uma Europa capaz de responder aos desafios da globalização. E seremos capazes, podemos construir esta Europa nos próximos anos”, palavras que o copresidente dos ecologistas europeus não se cansa de repetir.

Figura de proa do Maio de 68, foi alguém que, nas palavras do amigo e antigo chefe da diplomacia alemã, Joscka Fisher, “quase derrubou Charles de Gaulle – e isso quer dizer alguma coisa”.

“Dany, o Vermelho”, esteve na ocupação da Sorbonne. A revolta estudantil valeu-lhe a expulsão de França, mas regressou ainda em Maio de 68 para ser aclamado na universidade e voltou várias vezes na clandestinidade ao hexágono até deixar de ser “persona non grata”, em 1978.

“Daniel, o Verde”, chega ao Parlamento Europeu, em 1994, na lista dos ecologistas alemães, que foi alternando com a dos ambientalistas franceses até hoje. Agora prepara uma pausa na política ativa para filmar um documentário durante o Mundial de futebol no Brasil.

“A luta de Daniel Cohn-Bendit é – e sempre foi – uma luta por uma Europa tolerante, democrática e livre. Nesse campo ele é um modelo, quase uma lenda”, afirma o correspondente da euronews em Bruxelas, Rudolf Herbert.