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Hungria: Irá o controverso Orbán renovar o poder absoluto?

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Hungria: Irá o controverso Orbán renovar o poder absoluto?

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A Hungria vai este domingo às urnas numas eleições legislativas que devem reconfirmar o conservador Viktor Orbán no poder, resta saber se com uma maioria absoluta renovada e dois terços dos lugares no Parlamento.

Nos últimos quatros anos, reformas polémicas – incluindo a da Constituição – valeram-lhe críticas de Bruxelas e Washington. Mas no campo económico fez os bancos pagar pela crise de 2008, reduziu o desemprego e controlou o défice abaixo dos 3%. Nacionalizou fundos de pensões, fez frente às multinacionais e colocou a economia a crescer 1,2%, em 2013, ano em que o desemprego atingiu o valor mais baixo desde 2009.

“Transformámos e renovámos a Hungria, fizemos de uma velha carroça com os pneus carecas um carro de corrida”, afirmou o líder do Fidesz, a Aliança Cívica Húngara, num dos últimos comícios.

Descredibilizada por escândalos de corrupção e debilitada por lutas pela liderança, a esquerda, dominada pelos antigos comunistas do Partido Socialista (MSZP), promete “aumentar o salário mínimo” para cerca de 330 euros para ajudar um terço da população, a que sente dificuldades para comprar alimentos, segundo dados da OCDE.

A extrema-direita deve confirmar o avanço na Europa, consolidando o estatuto de terceira força política na Hungria. O Jobbik melhorou a sua imagem, promete lutar contra o crime, criar empregos e apesar de ser acusado de antisemitismo, em particular contra a comunidade cigana, pode aproveitar alguma desilusão no campo do centro-direita.

No entanto, Orbán “fala a linguagem do povo” – segundo os analistas – reduziu o preço da energia em cerca de 20% e apesar da “mordaça” que colocou sobre a “liberdade de expressão”, é hoje aclamado em especial nas regiões rurais da Hungria.

A euronews acompanha as legislativas deste domingo na Hungria, com diretos a partir de Budapeste e uma cobertura especial na Internet.