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Ruanda relembra genocídio de 94 sem a França

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Ruanda relembra genocídio de 94 sem a França

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Um milhão de mortos, mais de 200 mil violações – aconteceu no Ruanda há vinte anos, o aniversário é assinalado esta segunda-feira em Kigali mas a França decidiu anular a participação nas cerimónias.

A ignição da tragédia foi um míssil que abateu o avião do então presidente Juvenal Habyarimana e do homólogo do Burundi, ambos de etnia hutu.

Com o governo a enfrentar rebeldes armados tutsis liderados por Paul Kagamé durante quatro anos e um crescente ódio interétnico, a maioria hutu iniciou a perseguição à minoria tutsi e hutus moderados.

O genocídio ruandês é considerado o sexto mais mortífero na história da humanidade.

Uma investigação francesa apontou o dedo acusador ao atual presidente Paul Kagamé pelo míssil que abateu o avião do chefe de Estado em 1994. Mais tarde, em 2012 um novo inquérito inocentou-o. Os presidentes Sarkozy e Kagamé fizeram as pazes.

Mas esta semana, Paul Kagamé voltou a acusar a França de implicação no genocídio. Paris decidiu retirou-se das cerimónias oficiais do aniversário. “Estes argumentos são inaceitáveis e infundados. Podemos ter uma relação amistosa e de confiança como o Ruanda, só se for baseada na verdade e na reconciliação”, adiantou Romain Nadal, porta-voz do ministério francês dos Negócios Estrangeiros.