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Orban mantém controlo da Hungria

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Orban mantém controlo da Hungria

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Viktor Orban vai continuar à frente dos destinos da Hungria. Associado aos democratas-cristãos, o partido conservador Fidesz do primeiro-ministro húngaro arrasou nas legislativas deste domingo. Orban terá conseguido, à justa, a maioria de dois terços no Parlamento que lhe permite governar sem concessões.

No discurso de vitória, o chefe do governo frisou que “os húngaros disseram não à saída da União Europeia. Deixaram claro que a Hungria tem o seu lugar na União Europeia, mas só se tiver um governo nacional forte”.

Reflexo de uma aliança mal organizada, a união de formações da esquerda e centro-esquerda ficou-se pelos 25 por cento dos votos, muito abaixo dos cerca de 45 por cento conquistados pelo partido de Orban.

Sem conceder verdadeiramente a derrota, o líder da oposição socialista, Attila
Mesterházy, disse que “o país não é livre, porque a maioria governante tem abusado constantemente da maioria de dois terços, afastando a Hungria do rumo constitucional da democracia”.

O partido da extrema-direita Jobbik ganha terreno em comparação com as eleições de 2010, arrecadando neste escrutínio um em cada cinco votos depositados.

O líder da formação anti-semita, Gabor Vona, frisou que “não vai desistir” e que o objetivo agora é “debater o que deve ser feito no futuro”, para “ganhar as eleições em 2018”.

O escrutínio dá “luz verde” a Orban para continuar a modelar o país à sua medida depois de, nos últimos quatro anos, decisões polémicas lhe terem valido manifestações, avisos de Bruxelas e críticas dos Estados Unidos.