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Grécia: As razões do regresso ao mercado

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Grécia: As razões do regresso ao mercado

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A Grécia prepara-se para seguir as pisadas de Portugal e testar o apetite dos investidores. A emissão 2,5 mil milhões de euros em dívida a cinco anos marca o regresso de Atenas ao mercado, após quatro anos de ausência.

Graças à “troika”, Atenas não precisa de dinheiro no próximo ano. Trata-se por isso uma decisão política. O governo grego procura obter um sucesso antes das eleições europeias.

Após dois planos de resgate de 240 mil milhões de euros, uma reestruturação da dívida e muita austeridade, a dívida grega atinge 321,5 mil milhões de euros, o que corresponde a 175% do PIB.

As três principais agências de notação, Standard&Poor’s, Fitch e Moody’s, mantêm o “rating” no nível lixo, muito longe da qualificação de investimento.

Há dois anos a Grécia esteve perto da falência e de sair da zona euro.

Este ano, apesar de um desemprego a rondar os 28%, o país espera um crescimento de 0,6 a 0,8% e, em 2013, registou o primeiro excedente primário em mais de uma década.

William De Vijlder, membro do gabinete de investimento do BNP Paribas, enfatiza as mudanças: “Não devemos esquecer que o país tem assistido a mudanças positivas. Teremos agora o primeiro crescimento após cinco ou seis anos de recessão e inércia económica”.

Atenas espera também beneficiar das atuais condições do mercado. As taxas estão em queda com o regresso dos investidores à zona euro, depois de terem abandonado os mercados emergentes.

O governo grego considera que uma taxa inferior a 5,3% na emissão de dívida, esta quinta-feira, será um sucesso.

No mercado secundário e no caso das obrigações a dez anos, as “yields” estão abaixo dos 6% contra os 40% verificados há dois anos.

Na terça-feira, Atenas vendeu dívida a seis meses com as taxas mais baixas desde 2010 e a maioria dos títulos foi adquirida por investidores estrangeiros.

A Grécia espera terminar o programa de assistência financeira até ao final do ano.