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Manchester faz a história da I Guerra Mundial

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Manchester faz a história da I Guerra Mundial

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“Da rua à trincheira: a Guerra Mundial que moldou uma região”, é o título de uma exposição no Imperial War Museum em Manchester. A exposição assinala dos 100 anos do início da Primeira Guerra Mundial.

Aqui pode ser conhecido o impacto do conflito na vida quotidiana da sociedade, ou de figuras conhecidas, como o poeta inglês Wilfred Owen, que perdeu a vida com 25 anos, deixando poesia especialmente chocante na descrição realista do combate nas trincheiras, com gás mostarda.

Os visitantes vêm aqui também para conhecer melhor os seus antepassados que participaram na guerra. É o caso de Carl Richardson, que encontrou aqui informações sobre o seu antepassado Matthew Richardson:
“Matthew era um desportista de talento, jogou no Stretford AFC, o clube de futebol local, e era um homem comum. Foi o que lhes aconteceu neste horror totalmente inesperado, em 1914. Parece-me importante que as pessoas vejam esta exposição, para perceberem aquilo por que passaram os daquela geração e que a guerra é algo terrível.”

Mais de 70 milhões de pessoas de 40 países combateram nesta guerra entre 1914 e 1918 – mas de nove milhões de combatentes perderam a vida. Esta foi a primeira guerra com o uso de tecnologia do séc. XX – aviões, tanques, e gás mostarda.

A jovem de 14 anos Erin Farrell tomou parte num projeto da sua escola que contribuiu para a exposição.
E descobriu que um eu antepassado, James Francis Kelly, combateu na Primeira Guerra Mundial – e que foi morto no último dia da guerra:
“Foi fascinante descobrir infomações sobre a minha família. A história é interessante, de qualquer modo, mas descobrir ligações à minha família – foi fascinante.”

O soldado Victor Brookes foi condecorado com a “Albert Medal” pela tentativa de resgate de colegas de combate de uma cratera cheia de gás, na abatalha do Somme, que teve lugar entre 1 de julho e 18 de novembro de 1916, nas margens do rio Somme, em França, na qual mais de um milhão de homens perderam a vida ou foram feridos. Uma das batalhas mais sangrentas da história.

O filho, Allan Brookes, explicou como foi:
“Uma bomba explodiu numa trincheira. Duas pessoas tinham descido para resgatar alguém e morreram. O meu pai terá também descido e sucumbiu ao gás, teve de ser tirado por um oficial que acabou também por sucumbir ao gás”

A exposição “Da rua à trincheira: a Guerra Mundial que moldou uma região” faz a crónica dos sacrifícios e do sofrimento dos populações do nordeste da Inglaterra. Pode ser vista no Imperial War Museum de Manchester até maio de 2015.