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Obras da pintura universal em plástico de bolhas

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Obras da pintura universal em plástico de bolhas

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O artista norte-americano Bradley Hart deu uma nova aplicação ao plástico de bolhas – passou a usá-lo como tela para sua arte.

Com um computador, divide em pixels obras de arte da pintura universal, para em seguida injetar tinta por trás das bolhas correspondentes, obtendo assim uma reprodução pixelada da imagem. Um trabalho moroso e complexo.

Pintura clássica e moderna – as obras escolhidas por Bradley Hart são transformadas num mapa de pixels.

O artista nova-iorquino explica como lhe ocorreu esta ideia:
“A ideia de usar plástico de bolhas na arte, surgiu depois de uma experiência com um grupo de seguranças extra-zelosos. Depois da minha primeira exposição em Manhattan em 2009, havia um rolo de plástico de bolhas esquecido. Olhei e pensei: isto é perfeito. Sabia que a ideia não era inteiramente nova, e não sabia se poderia servir para realizar as minhas obras. mas é assim que nasce a arte. O artista, o pintor, o escultor, olha e pensa que arte pode ser criada com o que tem. Pode ser um rolo de plástico de bolhas, e apergunta se pode ser transformado em arte”

O processo de injeção da tinta nas seringas e depois nas bolhas exige muito tempo. Bradley Hart trabalha umas 150 horas em cada uma das suas obras. Mas antes, tem de carregar a tinta nas cerca de mil e quinhentas seringas que usa para cada quadro.

Hart move-se na fronteira entre a tecnologia e os conceitos básicos da criação artística:
“São como pixels. O que podemos ver é uma representação de uma imagem digital. Gosto de usar a alta tecnologia para realizar obras mais próximas do público. Exige muitas horas de trabalho, pois é tudo feito à mão. Injeto tecnologia informática no nosso tempo e depois simplifico”

As ultimas obras do artista constituem um exercício de extrema paciência. Cada bolha é um pixel individual. Um processo de grande perfeição que, pastindo de um imaginário digital, tem muito do trabalho dos monges copistas.

As telas de Bradley Hart custam entre 500 e 40 mil dólares. Estão expostas até dia 7 de maio na Cavalier Galleries de Nova Iorque.