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Palestina com apoio da Liga Árabe rumo à distante paz com Israel

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Palestina com apoio da Liga Árabe rumo à distante paz com Israel

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A Autoridade Palestina mantém-se determinada em chegar a um de acordo paz com Israel até 29 de Abril, como está previsto, e vai contar, tudo indica, com a ajuda da Liga Árabe.

As conversações de paz entre as duas partes sofreram um duro revés nas últimas semanas, após os pedidos palestinos para integrarem diversas convenções e tratados internacionais. Israel não gostou e reagiu, recuando em promessas estabelecidas ao abrigo das presentes conversações e anunciando novos colonatos, como lamentou, no Cairo, o responsável diplomático da Palestina, Riyad al-Malki: “Israel recusou-se a libertar um quarto grupo de prisioneiros palestinos e anunciou a construção de mais 708 colonatos na região de Jerusalém. Foram estas decisões provocaram a atual crise nas nossas conversações com Israel.”

O agravar da crise nas negociações levou Mahmoud Abbas, o presidente da autoridade palestina, a solicitar uma reunião de emergência com os ministros dos negócios estrangeiros presentes no Cairo, na reunião da Liga Árabe, para lhes solicitar apoio político e financeiro. De acordo com o que apurou o correspondente da euronews na capital do Egito, a Autoridade Palestina terá conseguido um apoio na ordem dos 100 milhões de dólares mensais.

“Os palestinos trazem a bola de jogo de novo para o campo da Liga Árabe. Tentam, com isso, conseguir mais cobertura política e apoio financeiro, numa altura em que as negociações de paz se veem embrulhadas e o que sobressai são os avisos israelitas a exigir sanções para a Autoridade Palestina”, resume Mohammed Shaikhibrahim, o nosso correspondente.

Do lado israelita, entretanto, o primeiro-ministro Bejamin Netanyahu ordenou esta quarta-feira de manhã o fim de toda a atividade de coordenação com os ministros palestinos.

As negociações de paz entre a Autoridade Palestina e Israel foram retomadas em Julho do ano passado, com intermediação do secretário de Estado norte-americano John Kerry, depois de quase três anos sem evolução nas relações diplomáticas entre os dois lados.

Os palestinos acederam a participar nesta negociações sob compromisso de Israel libertar quatro grupos de prisioneiros detidos desde 1993. Em troca, Jerusalém exigiu que a Autoridade Palestina suspendesse os pedidos de adesão a convenções e tratados internacionais. São os dois argumentos que agora contribuem para o distanciamento entre as partes.