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Uma arma natural contra a malária

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Uma arma natural contra a malária

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Da acordo com a Organização Mundial de Saúde, a malária mata mais de 650 mil pessoas em todo o mundo e mais de 250 milhões estão infetadas com o patogénio extremamente perigoso da doença.

Os investigadores europeus desenvolveram um repelente inovador, altamente eficaz e ambientalmente seguro, contra a picada portal do mosquito da malária. Cientistas da Universidade de Neuchâtel, na Suíça, estudaram o comportamento dos mosquitos e de que forma pode ser bloqueada a sua atração pelos humanos.

Na natureza, os mosquitos detetam as pessoas através do seu odor, temperatura corporal e dióxido de carbono exalado. São moléculas voláteis, emitidas pelos seres humanos.
Os cientistas foram investigar que ajuda oferece a natureza.

As experiências realizadas demonstraram que uma mistura especial de extratos de óleos essenciais é tão eficaz contra os mosquitos da malária quanto os repelentes disponíveis conhecidos, explica Patrick Guerin, diretor de investigação no departamentode fisiologia animal, em Neuchatel:

“Deet é um repelente conhecido, mas é sabido que tem efeitos neurológicos. Afeta as sinapses entre os neurónios. Afeta por isso algumas das enzimas, por exemplo as que são usadas para decompor alguns dos nossos neurotransmissores. isto não acontece com os produtos naturais que apurámos”.

Os investigadores analisaram os extratos de 80 plantas e desenvolveram um repelente muito eficaz que é seguro para os seres humanos sem ser prejudicial para o meio ambiente, inteiramente biodegradável.

O repelente passou vários testes. Aqui, o scientistas estudaram como reagem os mosquitos quando expostos ao odor humano, neste caso vindo de meias de algodão impregnadas com suor humano. Os mosquitos que picam a meia, deixam de fazê-lo quando esta é coberta com uma gaze impregnada com o repelente natural.

Tendo observado que o repelente bloqueia a capacidade dos mosquitos de detetar a presença de seres humanos, os cientistas acreditam que esta nova composição poderia evitar a picada do mosquito da malária e assim tornar-se uma arma importante na prevenção desta doença mortal.