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Atentado junto do Banco da Grécia marca o dia do regresso aos mercados

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Atentado junto do Banco da Grécia marca o dia do regresso aos mercados

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A explosão de um carro armadilhado junto do Banco da Grécia, onde também estão os escritórios da ‘troika’, marcou o dia em que Atenas regressou – com sucesso – aos mercados financeiros.

Duas chamadas anónimas para meios de comunicação gregos, cerca de 45 minutos antes da explosão – que não provocou feridos – alertaram as autoridades para o atentado ocorrido às 5h55m, hora de Atenas (3h55m em Lisboa).

Segundo a polícia, o carro estava armadilhado com cerca de 75 kg de explosivos.

Testemunhas asseguram ter visto um suspeito a estacionar o carro e a fugir da cena do crime, numa moto sem matrícula e na companhia de um cúmplice. Os dois usavam capacete, o que dificulta a identificação através das muitas imagens de câmaras de segurança que estão a ser analisadas.

Pelo menos três suspeitos de terrorismo são atualmente procurados pelas autoridades, em relação com outros atentados. A explosão aconteceu no 4.º aniversário da detenção de dois deles, um casal.

No dia 10 de abril de 2010, Nikos Maziotis e Pola Roupa foram detidos sob a acusação de terrorismo. Militantes do grupo “Luta Revolucionária”, desapareceram de circulação assim que terminou o tempo máximo de prisão preventiva.

Um condenado a prisão perpétua por terrorismo, Christodoulos Xiras, do movimento de extrema-esquerda “17 de Novembro” (17-N), evadiu-se em janeiro – aquando de uma saída precária – e continua a monte.

Movimentos anarquistas têm sido apontados como responsáveis e já chegaram mesmo a reivindicar atentados contra alvos financeiros e políticos na Grécia.

“A polícia relaciona a grande explosão junto do Banco da Grécia com o regresso do país aos mercados financeiros após quatro anos de ausência. No entanto, as forças de segurança já estão em alerta máximo por causa da visita a Atenas de Angela Merkel, esta sexta-feira”, explica o correspondente da euronews, Stamatis Giannisis.