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Grécia celebra regresso ao mercado, mas desafios permanecem


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Grécia celebra regresso ao mercado, mas desafios permanecem

A Grécia celebra o regresso ao mercado, após quatro anos. Atenas vendeu 3 mil milhões de euros de dívida a cinco anos, com um cupão anual de 4,75% e “yield” de 4,95%.

A bolsa de Atenas termina em ligeira queda, mas o governo fala de um sucesso e diz ter dado o primeiro passo para sair de dois planos de resgate e da alçada da “troika”.

O ministro grego das Finanças, Yannis Stournaras, defendeu: “O nosso próximo passo é usar todos os instrumentos à nossa disposição para impulsionar o crescimento, criar novos empregos e dar esperança e perspetivas às pessoas deste país, que sofreram as consequências da crise e das reformas”.

A procura total atingiu 20 mil milhões de euros e a maioria dos investidores eram estrangeiros. Para o primeiro-ministro é uma “prova incontestável da confiança dos investidores na economia grega”.

Mas muitos analistas não esquecem que a Grécia pode vir a precisar de mais ajuda, tendo em conta a dívida pública de 175% do PIB.

Após a reestruturação da dívida imposta aos investidores privados em 2012, a maioria da dívida grega está agora nas mãos de governos e instituições europeias, como o Mecanismo Europeu de Estabilidade e o Banco Central Europeu.

Sarah Hewin, do Standard Chartered, recorda que “a Grécia continua a ser apoiada pela “troika” e recebeu recentemente mais uma fatia da ajuda. A maior parte da dívida está na mãos de investidores oficiais e ainda não se sabe se, essa dívida, precisa de ser reestruturada”.

Na véspera do regresso ao mercado, os gregos mostraram de novo que estão fartos da austeridade. Mas de Bruxelas chega um aviso: para manter o acesso ao mercado, Atenas tem de continuar a implementar reformas e a cumprir metas.

A jornalista Symela Touchtidou, euronews, comenta: “A Grécia passou com sucesso o primeiro teste do mercado. Falta saber se esse sucesso se vai refletir na economia real, para que o país possa virar a página da crise. A consolidação orçamental abriu a porta dos mercados mas tem de ser seguida por crescimento para pôr fim à crise social”.

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