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Visita de Merkel à Grécia em tempo de contestação

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Visita de Merkel à Grécia em tempo de contestação

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Atenas prepara-se para receber Angela Merkel com o país em plena convulsão.
A chanceler alemã aterra na Grécia dois dias depois da greve geral convocada pelos principais sindicatos do país para reiterar a oposição às políticas de austeridade impostas pelos credores.

O analista económico, Panayotis Petrakis, explica:

“A grande proeza da economia grega, desde a última visita da chanceler, foi o excedente primário conseguido em plena recessão. Ou seja, as despesas do Estado foram inferiores às receitas. Mas a redução das despesas teve um enorme custo a nível de desemprego. Daí considerar que a resistência da população é elevada.”

Apesar das dificuldades, as opiniões ainda se dividem. Os mais velhos, como um dos cidadãos interpelads, são mais condescendentes:

“Penso que a visita da senhora Merkel é como a de qualquer outro líder euorpeu que visite a Grécia, Ela vem para bem da Grécia.
Somos nós, os gregos, os responsáveis pela confusão em que nos metemos”.

As mães de família, como a entrevistada, preferem acertar contas do passado:

“A Alemanha emprestou grandes somas de dinheiro à Grécia, mas nunca disse uma palavra sobre as compensações que devia à Grécia desde a II Guerra Mundial”.

O correspondente da euronews, Stamatis Giannisis, conclui:

“A senhora Merkel não vem carregada de presentes para os gregos. No entanto, a sua visita constitui uma importante mensagem simbólica de apoio ao primeiro-ministro Samaras e ao respetivo partido, em vésperas de eleições europeias e municipais, que se celebram simultaneamente na Grécia.”