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FMI e Banco Mundial discutem perigos económicos

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FMI e Banco Mundial discutem perigos económicos

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A reunião de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial é mais uma ocasião para se evocarem os perigos que pesam sobre a retoma da economia global.

Devido em parte às tensões em torno da Ucrânia, o FMI baixou esta semana as previsões de crescimento. A economia deverá crescer 3,6% em 2014.

No início da reunião de primavera, em Washington, a diretora geral do FMI, Christine Lagarde, reiterou as palavras do economista chefe Olivier Blanchard: “a economia está a virar a página, mas a retoma é frágil e lenta”.

Lagarde desvalorizou as críticas dos países emergentes ao corte nos estímulos da Reserva Federal norte-americana. Esses países continuam a crescer, apesar da recente turbulência.

Na reunião do G20 e dirigentes de bancos centrais que precede o encontro FMI/Banco Mundial, evocou-se a necessidade de implementar reformas nos países emergentes e economias desenvolvidas e analisou-se a questão ucraniana.

Quanto ao regresso da Grécia aos mercados, o FMI modera o entusiasmo.

Lagarde recorda que Atenas está a “ir na boa direção” e ainda há muito a fazer. Já o chefe do departamento europeu da instituição, Reza Moghadan, declara que Atenas pode precisar de mais ajuda europeia nos próximos dois anos.

Quanto à Ucrânia, Moghadan defendeu que o FMI pode emprestar dinheiro à Ucrânia, porque a “dívida do país é sustentável”. Deverá rondar os 50% do PIB este ano e no próximo.