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Ucrânia: As famílias divididas entre o Ocidente e Moscovo

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Ucrânia: As famílias divididas entre o Ocidente e Moscovo

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Nascidos no Leste da Ucrânia e com ideias ocidentais: Maxim e Maria não são exceção. Chegaram a Kiev para estudar na Universidade e uniram forças à revolta de Maidan . Muitos, na família, não entendem porquê. Agora temem que se quiserem regressar a Donetsk, o tenham que fazer com passaporte estrangeiro, para além da dificuldade em explicar à família as razões da revolução.

“Perguntaram-nos porque é que íamos para a Praça Maidan. Porque é que não continuávamos a viver pacificamente? Dissemos que estávamos a lutar pela nossa dignidade, pela liberdade, pelo direito de ser um ser humano dentro do nosso país”.

Irina Bekeshkina trabalha para uma agência de sondagens cujos estudos de opinião mostram que apenas uma minoria da população do Leste da Ucrânia quer-se juntar à Rússia.

“Se levarmos em conta o país como um todo, os separatistas representavam apenas à volta de 5% e agora talvez cerca 10% da população. Obviamente, não é a maioria”, explicou.

Apesar de Donetsk estar barricada pelos que querem voltar à esfera do Kremlin, Maxim e Maria não acreditam que a Rússia lance uma operação militar no Leste da Ucrânia. No entanto, temem que seu país seja dilacerado e que filho venha a crescer numa atmosfera de divisão sufocante.