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Ucrânia: Putin contra-ataca na "guerra" do gás

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Ucrânia: Putin contra-ataca na "guerra" do gás

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Para rebater as acusações de que o aumento do preço do gás russo à Ucrânia é uma retaliação económica à revolução de Kiev, Vladimir Putin fez as contas e contra-atacou, colocando a União Europeia em xeque.

Segundo Moscovo, com o gás, nos últimos quatro anos, a Rússia subsidiou a economia ucraniana em mais de 25 mil milhões de euros, enquanto a Europa promete muito, mas só contribui para agravar a balança comercial de Kiev, comprando matérias-primas e vendendo produtos prontos a consumir.

A resposta chegou de Washington. A Casa Branca condenou “os esforços da Rússia para utilizar a energia como arma de coação da Ucrânia”, considerando que Moscovo está claramente a “vender o gás muito acima dos preços de mercado” e informando que os Estados Unidos estão a trabalhar com os seus parceiros para “ajudar a Ucrânia”.

No xadrez militar, o secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen afirma que, “neste momento, cerca de 40 mil soldados russos estão colocados ao longo da fronteira com a Ucrânia (…) preparados para combater e não em exercícios”.

A Aliança Atlântica apresentou, esta quinta-feira, 15 fotografias de satélite, alegadamente tiradas no final de março e que, supostamente, mostram os contingentes russos distribuídos por “mais de cem bases” militares.

Para o Kremlin, “a Aliança (Atlântica) está a tentar usar esta crise na Ucrânia para cerrar as suas fileiras contra uma ameaça imaginária”, informou o ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia.