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Ucrânia: Termina prazo para opositores do governo se renderem

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Ucrânia: Termina prazo para opositores do governo se renderem

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Esta sexta-feira marca o fim do prazo de 48 horas anunciado na quarta-feira pelo governo da Ucrânia para que os manifestantes pró-Rússia deponham as armas e abandonem os edifícios governamentais invadidos há vários dias nalgumas cidades do leste do país, como Donetsk ou Luhansk.

Já com o prazo a decorrer, mas sem sinais de rendição pelos opositores do governo de Kiev, que até reforçaram as barreiras de defesa contra as autoridades à imagem do que se viu no início do ano na “Maidan” de Kiev, o presidente interino da Ucrânia, Olexandr Turchynov, prometeu, após decisão do parlamento ucraniano, perdoar os manifestantes que aceitem depor as armas e abandonar os edíficios governamentais tomados.

A hora exata do fim do prazo não está clara. Mas se o mesmo não for cumprido, as autoridades ucranianas ameaçam repor a ordem na região através da força e, se necessário, das armas. E isto numa altura em que da Rússia surge a ameaça de ser cortado o fornecimento de gás por falta de pagamento da fatura de março à Gazprom

Em Odessa, no sul da Ucrânia, celebraram-se entretanto esta quinta-feira os 70 anos da libertação da cidade do domínio nazi, sob o qual esteve submetida durante a Segunda Guerra Mundial. Com milhares de pessoas nas ruas, gerou-se também, em simultâneo, uma manifestação pró-Rússia.

Entre gritos contra o atual executivo de Kiev e insultos aos ministros ucranianos, era exigido pelos manifestantes um referendo separatista similar ao que foi realizado em março na Crimeia e que conduziu à anexação – não reconhecida internacionalmente – daquela região autónoma ucraniana pela Rússia.

A manifestação pró-russa em Odessa acabou por degenerar em confrontos violentos com apoiantes do atual governo ucraniano, que também quiseram fazer ouvir a sua posição no centro da cidade. A polícia tentou manter as duas fações separadas, mas os esforços foram insuficientes para evitar confrontos, tendo também os agentes sido atacados por manifestantes pró-russos.