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UE tranquila face à questão do gás russo

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UE tranquila face à questão do gás russo

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A União Europeia pede calma na forma de lidar com uma eventual crise do gás já que, até ao momento, quer os países da União Europeia quer a Ucrânia, continuam a receber os fornecimentos normais de gás russo:

“O fornecimento de gás, a partir da Rússia para a União Europeia, através de todas as rotas de abastecimento, estão normais e estáveis. Esperamos que a Rússia respeite os seus compromissos de fornecimento e que a Ucrânia respeite os seus compromissos de trânsito para a UE”, afirmou Sabine Berger, porta-voz da Comissão Europeia.

A UE está centrada na preparação de um encontro com Rússia e Ucrânia, que deverá acontecer na próxima semana, Moscovo vê com bons olhos esta abordagem:

“Congratulamo-nos com a recente mudança, aparente, na posição da União Europeia e pelos seus apelos à realização de consultas entre UE, Rússia e países parceiros. Estamos prontos, inclusivamente, para discutir as questões mencionadas no discurso do Presidente Putin aos líderes dos países que recebem gás russo, através do território ucraniano”, afirmou Sergei Lavrov.

Em Kiev, onde decorreu uma conferência sobre segurança, o Ministro dos Negócios Estrangeiros sueco alertou a Rússia para os perigos de atitudes radicais:

“A Rússia deve aprender com a experiência de 2006/2009. Utilizar este tipo de armas, pode funcionar no curto prazo mas pode sair o tiro pela culatra à Rússia, a longo prazo. A dependência da Rússia em relação às receitas do gás é maior do que a dependência da Europa face ao gás. Por isso sim, haverá um problema de curto prazo, se a Rússia continuar com isto, mas no final ela pode ter mais problemas do que nós.”

Para a Ucrânia, o custo do gás tornou-se um fardo muito pesado desde que a Rússia aumentou o preço a 1 de abril. Para além disso, a Gazprom está a exigir que os ucranianos paguem a dívida de mais de dois mil milhões de dólares.