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Ucrânia: G7 unido contra a Rússia se Putin mantiver pressão a Kiev

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Ucrânia: G7 unido contra a Rússia se Putin mantiver pressão a Kiev

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O grupo dos sete países mais industrializados do Mundo, conhecido como G7, concordou em aumentar as sanções contra a Rússia caso o executivo de Moscovo, liderado por Vladimir Putin, continue a pressionar Kiev e a instigar o agravamento da crise económica e política na Ucrânia. O grupo, que esteve reunido quinta-feira em Washington, inclui os Estados Unidos, o Canadá, a França, a Alemanha, a Itália, o Japão e a Grã-Bretanha.

“O objetivo é deixar claro à Rússia que tem de recuar. Ficou também claro que, se não recuar e se continuar a cometer ilegalidades que violem a soberania da Ucrânia, vai haver uma maior união mundial contra eles”, avisou sexta-feira Jacob Lew, o secretário do Tesouro norte-americano.

Os responsáveis diplomáticos de Estados Unidos e Rússia, respetivamente John Kerry e Sergei Lavrov, têm, entretanto, reencontro marcado para a próxima quinta-feira, em Genebra, na Suíça, para debater eventuais soluções para a crise na Ucrânia.

Desta feita, porém, sentados à mesma mesa com o secretário de Estado norte-americano e o ministro dos Negócios Estrangeiros russo vão estar também pela primeira vez responsáveis do atual governo ucraniano e da União Europeia, no que é visto como um dos passos diplomáticos mais importantes para resolver o imbróglio político e económico em que a Ucrânia caiu nos últimos meses.

Sergei Lavrov terá, contudo, alertado John Kerry num telefonema de que a Rússia não aceita que a reunião a quatro em Genebra conduza a uma discussão das relações bilaterais entre Kiev e Moscovo. O responsável diplomático do Kremlin, pelo que se percebe, tem instruções para que estas conversações de Genebra se foquem em desenvolver o diálogo entre os próprios ucranianos.

A Rússia tem sido, no entanto, uma peça ativa e influente neste tabuleiro de xadrez que parece ser a crise da Ucrânia. Ao ratificar a anexação da região autónoma ucraniana da Crimeia, o presidente Vladimir Putin colocou a Rússia sob pressão internacional – só a China se manteve ao lado do Kremlin. O recente aumento do preço do gás vendido à Ucrânia, imposto pelo Kremlin à Gazprom, resultou num ainda maior distanciamento de posições entre aliados internacionais da Ucrânia – Estados Unidos e União Europeia à cabeça – de Moscovo.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou, entretanto, sexta-feira a aplicação de sanções contra seis individualidades tidas como influentes no processo de separação da Crimeia da administração ucraniana. Também o ex-parlamentar ucraniano Sergei Tsekov, o autarca de Sebastopol Aleksei Chaliy e a companhia de gás Chernomorneftegaz, sediada naquela região autónoma, foram colocados na lista de sancionados.

“A Crimeia é um território ocupado. Vamos continuar a impor custos contra aqueles que se mantém a violar a integridade do território e a soberania da Ucrânia”, explicou, em comunicado, o subsecretário do Tesouro americano, David Cohen.

O G20, por fim, grupo de que a Rússia faz parte, revela-se cada vez mais preocupado com a eventual propagação além-fronteiras da crise económica que assola a Ucrânia.