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FMI otimista mas à espera das reformas económicas nos EUA

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FMI otimista mas à espera das reformas económicas nos EUA

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) está otimista com o progresso da economia a nível mundial. Com as reuniões de primavera com o Banco Mundial a decorrer até este domingo em Washington, nos Estados Unidos (EUA), o organismo liderado pela francesa Christine Lagarde, e do qual também faz parte agora o ex-ministro das Finanças português Vitor Gaspar, considerou que as ameaças à economia mundial diminuíram.

O FMI alertou contudo que a crise ainda não passou e que ainda há riscos de derrapagens face à “volatilidade dos mercados e à reduzida taxa de inflação nas economias avançadas”. O fundo sublinha ainda como essenciais as reformas económicas acordadas em 2010 com o congresso norte-americano e que ainda não foram ratificadas, mas também já terão sido discutidas eventuais alternativas a surgir no início de 2015.

Este problema das reformas americanas foi também tema de debate na recente reunião do G20, o grupo dos 20 países mais ricos do Mundo. A esperança mantém-se, contudo, que os EUA ratifiquem as reformas até final deste ano.

Confiante no futuro, Christine Lagarde revelou satisfação com alguns dos argumentos proferidos no decurso desta reunião de primavera e mostrou abertura para uma revisão mais verde das prioridades do FMI. “Foi encorajador ouvir alguns dos membros falar das alterações climáticas e da degradação do meio ambiente como temas cruciais. Isso motiva-nos a trabalhar nessa direção”, disse a presdiente do fundo internacional, mostrando-se favorável também a mais estímulos económicos pelo Banco Central Europeu para evitar um risco real de deflação na chamada zona euro.

A ameaçar também a economia mundial está, porém, a instabilidade sociopolítica na Ucrânia e outras reformas económicas a realizar por algumas economias emergentes. O essencial, reforça o correspondente da euronews em Washington, passa, no entanto, pelo Congresso dos Estados Unidos. “A agenda global do FMI é ambiciosa. Se vai ter ou não sucesso, isso depende da vontade do Congresso americano em ratificar as reformas de 2010. Washington ainda não procedeu a estas reformas e, num ano de eleições gerais no Congresso, isso ainda parece menos provável”, considerou Stefan Grober.