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ONU diz que é preciso agir rapidamente para limitar aquecimento global a 2°C

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ONU diz que é preciso agir rapidamente para limitar aquecimento global a 2°C

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Limitar o aquecimento global a 2°C em relação à era pré-industrial é um objetivo ainda possível de alcançar. Quem o diz é o Painel Intergovernamental da ONU sobre Alterações Climáticas, no relatório publicado este domingo em Berlim. Mas isso exige uma redução das emissões de gases de efeitos estufa de 40 a 70% até 2050.

O cientista alemão e membro do Painel Ottmar Edenhofer defende que “pode dizer-se que não custa nada ao mundo salvar o planeta”.

O presidente do Painel de cientistas da ONU, Rajendra Pachauri, explica que não haverá sucesso enquanto cada uma das partes envolvidas “avançar unicamente com os seus próprios interesses. Este relatório evidencia a necessidade de um nível de cooperação internacional sem precedentes”.

O texto indica que uma mudança radical dos combustíveis fósseis para energias com baixas emissões de CO2 – como as energias eólica, solar ou nuclear – terá um impacto ínfimo na economia mundial.

A porta-voz da organização ambientalista Greenpeace, Kaisa Kosonen, diz que “a mensagem forte deste relatório é de que ainda há esperança. Ainda temos tempo para contrariar as perigosas alterações climáticas e não só não vai custar dinheiro, como vai poupar. E temos de libertar-nos dos combustíveis fósseis a longo prazo”.

Mas o Painel da ONU também deixou um aviso: sem mudanças rápidas e significativas nas nações fortemente dependentes do carvão e do petróleo, as temperaturas médias mundiais subirão de 3,7 a 4,8°C até 2100.