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Itália: Tábua rasa na gestão das empresas públicas

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Itália: Tábua rasa na gestão das empresas públicas

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Em Itália está em curso uma mudança a alto nível. O governo de Matteo Renzi, com 39 anos, nomeou os dirigentes de quatro grandes empresas públicas e a lista inclui três mulheres com forte reputação na gestão de grupos privados do país.

No poder desde fevereiro, Renzi quis premiar o mérito e quer acabar com a tradição nas nomeações em função da cor política.

Para a presidência do Conselho de Administração do gigante do gás e petróleo Eni, o executivo escolheu Emma Marcegaglia, presidente do fabricante de aço Marcegaglia e ex-líder do patronato italiano.

Patrizia Grieco, do grupo informático Olivetti, vai liderar a Enel, empresa de eletricidade. E para a Posta Italiana, os correios, será Luisa Todini, atualmente na administração da RAI, a televisão pública, e antiga eurodeputada.

No caso da Eni e da Enel é a primeira vez que mulheres ocupam cargos de topo.

Mesmo assim, as três mulheres em causa terão como presidentes executivos homens. A escolha centrou-se em pessoas que se destacaram no seio de cada uma das empresas públicas e onde a liderança não mudava há uma década.

A exceção é a Finmecanica, que sai de uma vaga de escândalos. Mantém-se Gianni de Gennaro e chega Mauro Moretti, conhecido pela reestruturação da empresa de caminhos-de-ferro.

Renzi cumpre também outra promessa. Limita o salário dos dirigentes de empresas públicas a 238 mil euros brutos anuais, o salário do presidente da República.

Mas as escolhas de Renzi não provocaram o entusiasmo do mercado e dos investidores.