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Adivinha-se uma vitória de Bouteflika nas eleições argelinas

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Adivinha-se uma vitória de Bouteflika nas eleições argelinas

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É quase certo que Abdelaziz Bouteflika vai ser reeleito presidente da Argélia pela quarta vez, apesar de, aos 77 anos, estar visivelmente afetado pelas sequelas de um acidente vascular cerebral. Tão afetado que não fez campanha. As ações foram conduzidas por representantes seus, mas Bouteflika não deixou de atacar o principal adversário num encontro com o ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros. “Há apelos à violência, a comportamentos pouco ortodoxos, não muito democráticos. O que quer dizer que um candidato ameace as autoridades, dizendo para termos atenção às nossas famílias, aos nossos filhos? É terrorismo através da televisão”, afirmou.

O candidato visado é Ali Benflis, antigo primeiro-ministro e ex-magistrado, que foi chefe de gabinete de Bouteflika. Foi Benflis que dirigiu a campanha que levou o atual presidente à vitória em 1999. Sonha chegar à segunda volta. Os trunfos da campanha: denunciar as fraudes eleitorais e ridicularizar o presidente.

Vinte e dois milhões de eleitores argelinos vão escolher entre seis candidatos, mas alguns deles são sobretudo figurantes, que aparecem nos cartazes.

Louisa Hanoune é a única mulher entre os candidatos. Líder do Partido dos Trabalhadores, deputada desde 1999, candidata-se pela terceira vez. Moussa Touati também se recandidata pelo FNA, partido nacionalista conservador. Ali Fawsi Rebaine apresenta-se pela terceira vez e continua a denunciar os resultados de Bouteflika. Abdelaziz Belaid, antigo membro do FLN, é o candidato mais jovem.

Mas para muitos, as presidenciais já estão decididas. “Estas eleições não são o caminho para uma alternância ou para um debate de ideias políticas. Até se tornaram um problema que se vem somar a outros problemas da Argélia”, diz o analista Foudil Boumala.