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Ucrânia: Braço de ferro entre Kiev e Moscovo

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Ucrânia: Braço de ferro entre Kiev e Moscovo

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As negociações entre a Ucrânia, a Rússia, os Estados Unidos e a União Europeia previstas para quinta-feira em Genebra, deverão ser muito tensas.

Rebeldes pró-russos e forças armadas ucranianas mantêm um braço de ferro rígido no leste da Ucrânia e Arseny Yatseniuk é bastante duro nas acusações dirigidas a Moscovo.

“Pelo que me é dado a ver a Federação Russa tem um novo produto para exportação. Além do petróleo e do gás, a Rússia começou a exportar terrorismo para a Ucrânia…
O governo russo tem de retirar imediatamente as suas unidades de reconhecimento e sabotagem, condenar os terroristas e exigir a desocupação dos edifícios das administrações locais’‘, afirmou o primeiro-ministro da Ucrânia.

Muito longe dali, no Vietname onde se deslocou em visita oficial, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, opta por uma postura menos dura:

“Iremos facilitar para que o governo de Kiev veja com respeito as opiniões e exigências dos cidadãos ucranianos que vivem no sudeste e que sem demora adira às negociações para acalmar a situação e não inflamá-la com o recurso a corpos de segurança, particularmente o exército, o que é explicitamente proibido pela lei ucraniana.”

Moscovo nega as acusações ucranianas, argumentando que as autoridades pró-europeias de Kiev conduziram o país “à beira da guerra civil”.