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A explosão de criatividade da "segunda vida" de Matisse

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A explosão de criatividade da "segunda vida" de Matisse

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Uma exposição em Londres exibe os guaches em papel recortado de Henri Matisse.

As obras foram realizadas nos últimos 14 anos de vida do artista francês numa altura em que sofria de vários problemas de saúde.

Matisse largou os pincéis e agarrou-se às tesouras, abrindo um novo capítulo artístico a que ele chamou uma “segunda vida”.

O comissário da exposição, Nicholas Cullinan, resume o espírito da última fase artística do mestre do Fauvismo.

“O Matisse viu os guaches em papel recortado como uma síntese do trabalho que desenvolveu ao longo da vida. Uma síntese da cor, das linhas, dos contornos, da pintura, do desenho e da escultura. Ele falou no papel recortado como um corte na cor”, disse o responsável.

Devido aos problemas de saúde, Matisse elaborou a maioria das obras sentado.

As formas em papel colorido eram dispostas de modo a formarem quadros, por vezes de grandes dimensões.

Foi talvez neste período que Matisse mais se aproximou da abstração.

“Foi numa altura em que ele estava próximo do fim da vida, ele ainda queria fazer muitas coisas e sentia que o tempo estava a passar e que não tinha muito tempo para fazer o queria”, contou Sophie Matisse, bisneta do pintor francês.

A exposição pode ser visitada no museu Tate Modern em Londres até setembro. Em outubro segue para o museu de Arte Moderna, em Nova Iorque.