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Capitão não estava aos comandos, quando ferry sul-coreano naufragou

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Capitão não estava aos comandos, quando ferry sul-coreano naufragou

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É desespero das famílias dos estudantes sul-coreanos, vitimados pelo desastre do ferry-boat.

Tudo aponta para que mais de 200 jovens, com idades compreendidas entre os 16 e os 17 anos tenham morrido, no maior acidente marítimo ocorrido, nas duas últimas décadas, na Coreia do Sul.

As autoridades confirmam apenas a existência de 28 mortos, mas os números da tragédia devem ser muito maiores.

As operações de socorro têm sido prejudicadas, pelas fortes correntes marítimas.

Foi insuflado ar, no salão do restaurante, onde se presume que estivesse a maioria dos estudantes.

As famílias culpam o comandante do navio, não só pela tragédia, como também pelas consequências.

Lee Joon-seok tem 69 anos e é considerado um piloto experiente.

Mas no momentio do acidente, quem estava aos comandos, era o terceiro oficial.

Alem disso, o comandante foi dos primeiros a abandonar o navio:

“O capitão devia ter deixado o ferry no final, mas não o fez. Acho que ele se esqueceu que estava num momento de desastre. Racionalmente, é difícil pensar que ele tenha deixado o navio tão cedo”, diz o familiar de uma das vítimas.

Se ele tivesse agido de outra forma, talvez muitos jovens tivessem escapado. E isso que pensam as famílias:

“Se o Capitão tivesse agido corretamente diz uma mãe – muitos jovens podiam ter saído dali vivos. Dói-me. Dói mesmo”.

Para as famílias, resta a oração.

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Há 28 mortos, 268 desaparecidos. 179 foram resgatados com vida