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Procuradoria sul-coreana ordena detenção de capitão do ferry

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Procuradoria sul-coreana ordena detenção de capitão do ferry

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A procuradoria sul-coreana ordenou a detenção do capitão do ferry, que naufragou na quarta-feira, sob acusação de negligência por abandonar os 475 passageiros da embarcação. Lee Joon-seok, e a maioria dos membros da tripulação, estavam no primeiro grupo de resgatados.

Os procuradores pediram ainda a detenção de dois membros da tripulação, acusados de não terem reduzido a velocidade da embarcação numa zona de perigo e por não terem posto em marcha as medidas de emergência.

Alguns sobreviventes dizem não ter ouvido a ordem para abandonar o barco mas um membro da tripulação defende-se:

“A ordem não pode ser transmitida aos passageiros. Mas foi dada. Aquilo que o capitão disse, a partir da sua cabina, através dos altifalantes, não chegou a ser ouvido na sala de comandos porque o sistema de microfones é diferente”.

As autoridades concluíram que a ordem terá sido dada já depois do barco ter começado a virar-se. Das mais de 260 pessoas desaparecidas foram encontrados apenas 28 corpos.

Entre os passageiros estavam 352 estudantes de um liceu dos subúrbios de Seul. Adolescentes de 16 e 17 anos que iam numa visita de estudo. O vice-diretor da escola, organizador da excursão, enforcou-se perto do local onde estão instalados os sobreviventes e familiares dos desaparecidos.

No terreno as buscas prosseguem.