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Jornalistas franceses raptados satisfeitos com atuação das autoridades francesas

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Jornalistas franceses raptados satisfeitos com atuação das autoridades francesas

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Nicolas Hénin, um dos quatro jornalistas libertados na madrugada de sábado, falou, já em solo francês, dos dias de cativeiro nas mãos de, presumivelmente, militantes do Estado Islâmico do Iraque e Levante. Partilhou as privações pelas quais passaram e a esperança que depositaram nas negociações conduzidas pelas autoridades francesas:

“Foi extremamente gratificante para nós a forma como as negociações foram conduzidas, do lado francês. Eles procuravam, frequentemente, provas de vida, faziam vídeos connosco ou faziam-nos perguntas às quais só nós poderíamos responder, foi extremamente reconfortante.”

Depois do reencontro com a família, em Paris, o jornalista independente, falou de uma experiência traumática mas não única:

“Houve maus tratos físicos, é claro, mas todos os prisioneiros na Síria passam por isso. A Síria foi sempre um centro mundial de tortura. Não há nada de surpreendente nisso.”

A “enorme alegria” e o “imenso alívio” de quatro jornalistas que conseguiram sobreviver a uma situação dramática. Na Síria permanecem ainda cerca de 30 jornalistas raptados.