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Moscovo acusa Kiev de "infringir grosseiramente" o acordo de Genebra

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Moscovo acusa Kiev de "infringir grosseiramente" o acordo de Genebra

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O tiroteio deste domingo, em circunstâncias difíceis de esclarecer, num posto de controlo montado pelos separatistas, próximo da cidade de Slaviansk – no leste da Ucrânia – serviu de pretexto ao Kremlin para acusar Kiev de violar o acordo alcançado na semana passada em Genebra, que tem por objetivo reduzir a tensão na antiga república soviética.

Em Moscovo, o chefe da diplomacia russa considerou que “neste momento, o mais importante é evitar qualquer tipo de violência”, como está previsto no primeiro ponto da Declaração de Genebra. Mas, segundo Serguei Lavrov, “neste e noutros aspetos, o acordo de Genebra não só não está a ser implementado, como estão a ser dados passos, nomeadamente por aqueles que tomaram o poder em Kiev, que infringem grosseiramente” o acordo.

Entretanto, Vladimir Putin promulgou, esta segunda-feira, uma lei que facilita a concessão da nacionalidade russa a cidadãos da antiga União Soviética, sob condição que falem russo. Analistas e figuras próximas do Kremlin consideram que, a prazo, Moscovo quer a reunificação das comunidades russófonas que ficaram dispersas após a queda da URSS.

Putin também anunciou ter assinado um decreto sobre a reabilitação dos tártaros da Crimeia, que foram deportados por Estaline nos anos 40 por alegada colaboração com os nazis.